MILHO: CÂMARA DISCUTE MEDIDAS PARA COIBIR RESÍDUOS DE INSETICIDAS EM GRÃOS

As medidas que estão sendo adotadas para incentivar boas práticas de armazenagem, a fim de evitar resíduos de agroquímicos em grãos além do permitido, foi um dos assuntos abordados na 36º reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo. A reunião foi realizada nesta terça-feira, 10, por videoconferência.

BOAS PRÁTICAS


Daniel Felipe Marra falou sobre os desdobramentos do grupo de trabalho criado após reclamações japonesas de resíduos de inseticidas acima do permitido em grãos brasileiros. De acordo com Marra, será feita uma campanha de conscientização para os membros da cadeia produtiva, com a criação e distribuição de uma cartilha de boas práticas no tratamento do grão, estímulo de ações de rastreabilidade, instruções para o uso de inseticidas para controle em milho armazenado, entre outros. O grupo já tem um material criado que, antes de ser distribuído, será encaminhado para análise das entidades interessadas e, posteriormente, deverá ser devidamente impresso e distribuído pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mistério da Agricultura.

SISTEMA ANTECIPE


Décio Karam, da Embrapa Milho e Sorgo, apresentou o Sistema Antecipe, que consiste em adiantar a safrinha de milho em aproximadamente 20 dias, fazendo a semeadura do grão antes da colheita da soja. Karam afirmou que a modalidade começou a ser pesquisada na Embrapa há 13 anos, e afirmou que os resultados são positivos e promissores. Karam ressaltou ainda que o objetivo da pesquisa não é substituir o plantio convencional da safrinha de milho, mas criar mais uma alternativa que facilite a vida do produtor e torne-o mais competitivo.  Karam afirmou que o Sistema Antecipe visa garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e a implementar práticas agrícolas resilientes, capazes de aumentar a produtividade e, consequentemente, a produção.

REGISTRO DE AGROQUÍMICOS


Carlos Goulart, Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa, falou sobre o registro de agrotóxicos e a lista de prioridades da, mecanismo adotado pelo Ministério em 2016 e que é considerada um sucesso, uma vez que agiliza o registro de produtos cruciais para o produtor. Goulart afirmou que o Mapa trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que soluções rápidas sejam tomadas, quando o assunto é registro de defensivos, e pontuou que a Lei nº 7.802, que trata, entre outros, do  registro e da fiscalização de agrotóxicos, precisa ser revisada. Goulart ainda comentou que falta pessoal para fazer análise de registro de agrotóxicos, e que o defensivo Paraquat foi abolido na pior hora para o Brasil.

A próxima reunião da câmara será em abril de 2021.

 Texto: Marília Souza/ACEBRA

 

CÂMARA DO MILHO E SORGO DISCUTE PANORAMA DO MERCADO

A situação atual e as previsões para o mercado do milho estiveram na pauta da 34º reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo, realizada nesta terça-feira (28), por videoconferência.  O novo Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, César Halum, participou da reunião e ressaltou a importância da cadeia produtiva do milho e sorgo para o agronegócio brasileiro.

MILHO NO BRASIL E NO MUNDO


Tomé Guth, analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), falou sobre o cenário do mercado no Brasil e no mundo e sobre as estimativas de produção e exportação do milho brasileiro na safra 2020/2021.  Segundo Guth, a produção mundial de milho na temporada atual deve ser de 1.163.212.000 bilhão de toneladas. Mesmo tendo registrado queda nas últimas estimativas, os Estados Unidos, maior produtor do grão no mundo, deve ter colheita recorde.

Sobre o milho no Brasil, Guth falou sobre os problemas nas principais regiões produtoras, e pontuou que, ainda assim, a produção brasileira deve ser superior a 100 milhões de toneladas, um provável recorde. Sobre as exportações, a estimativa é fechar o mês de julho com mais de 5 milhões de toneladas enviadas para os mercados externos. Guth ressaltou ainda que o estoque de passagem deve ficar apertado em 2020. Outro destaque foi a comercialização acelerada das safras 2020/2021 de milho, sendo que a primeira já chegou a 85% de comercialização, e a segunda, do milho safrinha, cerca de 20% já foi negociado. O cenário se mantém positivo para o produtor, sem previsão de quedas nos preços.

AUMENTO DA DEMANDA


Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura, apontou a necessidade de uma reestruturação da cadeia produtiva do milho, a fim de possibilitar o aumento da produção do grão no Brasil. Paolinelli pontuou que, se nada for feito, brevemente o Brasil precisará importar milho, considerando o aumento da demanda nos últimos anos.

RESÍDUOS QUÍMICOS


O diretor-geral da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, falou sobre as queixas que o principal importador de milho do Brasil, o Japão, tem feito sobre resíduos do pesticida clorpirifós nas cargas do milho brasileiro. Mendes comentou que é necessário aprimorar o processo de amostragem, começando pela tombagem dos caminhões nas fábricas, para evitar que o Brasil sofra algum tipo de retaliação no futuro. Mendes comentou também sobre as reclamações de contaminação por salmonela, vindas principalmente do Vietnã.   O presidente da Câmara, Sérgio Bortolozzo, ressaltou que o uso do clorpirifós é proibido tanto na produção quanto na estocagem do milho, e que é necessário aumentar a fiscalização para coibir completamente o uso do produto. Os presentes comentaram sobre a identificação de outros pesticidas em cargas de milho, como a permetrina, e pontuaram que essa conduta deve ser combatida por toda a cadeia produtiva do grão.

ESTUDOS CONTROVERSOS


André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), falou sobre estudos que apontam a emissão direta de CO2 pelos principais países produtores de soja e milho no mundo, e também sobre estudos que apontam modificações do solo para aumentar a produção dos referidos grãos. Nassar pontuou que esses estudos são, por vezes, controversos, e que é preciso adotar medidas para que os produtores brasileiros não sejam acusados de desmatamento ilegal. Um documento, sobre o referido assunto, será encaminhado à ministra da Agricultura, Tereza Cristina

ENFEZAMENTO DO MILHO


Charles Martins, da Embrapa Cerrados, falou sobre o enfezamento do milho, doença causada pelo inseto cigarrinha. Segundo Martins, a doença voltou a existir no Brasil em meados de 2015, devido ao plantio ininterrupto do grão e altas temperaturas, principalmente. Martins comentou sobre os efeitos mais comuns da doença nas lavouras, que pode reduzir a produção em até 70%. Para combater o inseto, há produtos registrados e autorizados pelo Ministério da Agricultura, e podem ser adotadas ações como a pulverização nas fases inicial e final da cultura e o estreitamento da janela de plantio, além de diversificar e rotacionar as cultivares de milho e eliminar as tigueras.

A próxima reunião da Câmara será realizada em 10 de novembro.

Texto: Marília Souza/ACEBRA

PRODUÇÃO DE GRÃOS NO PAÍS DEVE CHEGAR A 251,4 MILHÕES DE TONELADAS IMPULSIONADA PELA COLHEITA DE MILHO E SOJA

A produção brasileira de grãos deverá ser de 251,4 milhões de toneladas na safra 2019/2020. O desempenho recorde na agricultura deve-se, principalmente, às colheitas de soja e milho, responsáveis por cerca de 88% da produção. Os dados constam no 10º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta quarta-feira (8).

Nesta safra, a Conab estima a maior colheita já registrada para a oleaginosa, com uma produção de 120,9 milhões de toneladas. O bom resultado foi obtido, apesar dos problemas climáticos registrados principalmente no Rio Grande do Sul, com registro de produtividade média nacional maior que a da safra passada. O reflexo da boa produção pode ser visto nas exportações do produto. No primeiro semestre deste ano o país exportou 60,3 milhões de toneladas do grão, aumento de 38% em comparação com o mesmo período do ano passado. A elevação da cotação do dólar frente ao real contribuiu para esse número, aumentando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. A soja e os demais produtos do agronegócio contribuíram para um saldo de aproximadamente US$ 36 bilhões de dólares na balança comercial, algo em torno de R$ 190 bilhões.

A produção de milho também deve ser a maior já registrada. Com a colheita realizada em 25% da 2ª safra do cereal, a expectativa que o Brasil tenha uma produção superior a 100 milhões de toneladas. Resultado atingido mesmo com o atraso do plantio da soja, que impacta no plantio do milho, fazendo com que parte da semeadura tenha sido feita fora da janela ideal. Em Mato Grosso, principal estado produtor, as condições climáticas foram menos favoráveis que na safra passada, o que não permitiu às lavouras expressarem todo seu potencial produtivo.

Mas, o crescimento na área plantada deve compensar as influências negativas na cultura. Este aumento pode ser consequência dos preços praticados no mercado, em patamares remuneratórios ao produtor, que incentivou o plantio. Nesta ampliação do produto, o Brasil passa registrar uma terceira safra do cereal, puxada pela região produtora de Sergipe, Alagoas e pelo nordeste da Bahia (Sealba). Com a semeadura concluída, o desempenho depende das condições climáticas nos próximos meses.

Outro produto que já registra o plantio da 3ª safra concluído é o feijão. Mas, para a leguminosa, o clima tem maior influência nas áreas do Norte e Nordeste do país, uma vez que a produção registrada no Centro-Oeste é irrigada. Com o cultivo das três safras do produto, consumo e produção mantêm-se alinhados, próximo a 3 milhões de toneladas.

Culturas de inverno – Com o plantio das principais culturas finalizando, a Companhia segue acompanhando o desenvolvimento das lavouras e o impacto do clima. Destaque para o trigo, que apresenta expressivo crescimento na área plantada, chegando a 2,32 milhões de hectares, um aumento de 13,7%, podendo chegar a uma produção de 6,3 milhões de toneladas.

Confira outras informações sobre as demais culturas plantadas no país no documento completo do 10º Levantamento – Safra 2019/20, publicado no Portal da Conab.

Fonte: Conab

INÍCIO DA COLHEITA DE MILHO CONFIRMA RECORDE DE 250,5 MILHÕES DE T NA PRODUÇÃO TOTAL DE GRÃOS

O 9º Levantamento da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirma o crescimento recorde da produção de grãos no país, estimada em 250,5 milhões de toneladas, ou seja, ou 8,5 milhões de t (3,5%) a mais do que o colhido em 2018/19. Em relação ao levantamento passado, houve queda de 400 mil toneladas na estimativa de produção. Mas o recorde da safra se mantém, resultado de uma área semeada de 65,6 milhões de hectares, com crescimento de 2,3 milhões de hectares (3,6%) sobre a safra passada.

Com a colheita finalizada praticamente em todas as culturas de primeira safra, e as de segunda em andamento, o que falta agora é a conclusão do plantio das culturas de inverno e os números resultantes da terceira safra. Além disso, será necessário observar o comportamento climático, que pode influenciar na produtividade destas culturas.

A soja apresenta uma produção recorde de 120,4 milhões de t, 4,7% a mais do que a safra 2018/19. Já o milho total, somatório da primeira, segunda e terceira safras chega ao recorde de 101 milhões de t com uma área de 18,5 milhões hectares. A produção nas três safras devem alcançar, respectivamente, 25,4 milhões de t, 74,2 milhões de t e 1,33 milhão de toneladas. A colheita de arroz está próxima do fim e sua produção está estimada em 11,1 milhões de t, 6,5% superior ao volume produzido na safra passada.

A produção de feijão chegará a 3,07 milhões de t, 1,9% superior ao obtido em 2018/19. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto as lavouras de segunda safra estão em processo de colheita e as de terceira safra finalizando o plantio. Já o algodão em pluma tem uma produção estimada em 2,89 milhões de t, 3,9% superior à safra passada.

Finalmente, nas culturas de inverno, o trigo tem boas perspectivas, com um crescimento de 6,7% na área a ser cultivada e a produção devendo chegar a 5,7 milhões de t, dependendo do comportamento climático.

Safras de milho – Depois de se firmar como uma opção rentável para os produtores que aproveitam melhor a janela de plantio na segunda safra, começa a surgir a terceira safra de milho na região da Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia). A estimativa para este ano é uma colheita de 1,3 milhão de toneladas.

Clique aqui para conferir os números completos do 9º Levantamento – Safra 2019/20, publicado no Portal da Conab.

Fonte: Conab

CÂMARA DO FEIJÃO ANALISA MERCADO E DISCUTE ABASTECIMENTO NA PANDEMIA

A situação do abastecimento no mercado interno e a alta de preços durante a pandemia do novo coronavírus foram assuntos discutidos na 43ºReunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses, realizada nesta quinta-feira, 21, em Brasília, por meio virtual. As expectativas para a exportação do grão também foram abordadas. A Associação das Empresas Cerealistas do Brasil faz parte do colegiado desta Câmara.

OFERTA E DEMANDA


O Presidente da Câmara, Roberto Queiroga, iniciou a reunião afirmando que houve uma tentativa de difamar a cadeia produtiva do feijão, com boatos de alta indiscriminada dos preços durante a pandemia. Roberto informou que todo um esforço foi feito pela cadeia junto ao Ministério da Agricultura e à imprensa para elucidar o assunto,  esclarecendo as razões que levaram ao aumento dos preços do feijão, tendo sido os principais a pouca oferta, causadas por intempéries climáticas em regiões produtoras,  e a alta demanda, provocada pelo isolamento social em decorrência da pandemia.

CONGELAMENTO DE PREÇOS


André Rosa, secretário-executivo do Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses (CBFP), falou sobre os Projetos de Lei 321/2020, de São Paulo, e 250/20, do Mato Grosso. Ambos propõem o congelamento de preços dos alimentos da cesta básica, durante o período de “calamidade pública” por causa da pandemia da Covid-19. Rosa afirmou que “as chances de as propostas não prosperarem é grande, mas não podemos ficar inertes e ser pegos de surpresa”. Ainda, André Rosa disse que é importante monitorar a situação.

ABASTECIMENTO


Sobre o abastecimento do mercado interno, Marcelo Luders, do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE), falou dos problemas que a cadeia enfrentou e que se refletiu no preço altista do feijão para o consumidor. Além das irregularidades climáticas, a área plantada do grão na safra atual foi menor que na safra anterior. Luders afirmou que o Brasil importará feijão-preto da Argentina, devido ao aumento do consumo interno, e que o país terá uma participação muito pequena nas exportações de feijão neste ano.

CLASSIFICAÇÃO E DEFENSIVOS


Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) do Mapa, falou sobre o padrão de classificação do feijão. Bertoldo afirmou que em breve as discussões devem ser iniciadas para criar os padrões oficias de qualidade e classificação do grão. Sobre defensivos agrícolas, Bertoldo falou sobre o uso do glifosato na cultura do feijão. O presidente Roberto Queiroga afirmou que o assunto é sensível e preocupa toda a cadeia, e Bertoldo ressaltou há a preocupação de “fazer o melhor possível para os dois elos que trabalhamos”, que é a cadeia produtiva e o consumidor final.

PROCEDIMENTOS DE IMPORTAÇÃO


Após questionamentos, Glauco Bertoldo falou sobre as mudanças nos procedimentos de importação do Ministério da Agricultura, cujo objetivo foi para melhorar a produtividade e a eficiência do setor. Bertoldo reforçou também a legalidade da Instrução Normativa nº 49, que trata sobre a classificação de produtos vegetais. Cid Alexandre Rozo, coordenador de fiscalização do Mapa, reafirmou a importância e a seriedade do trabalho de fiscalização sanitária realizado pelo Ministério, e pontuou que a preocupação principal é sempre levar alimentos de qualidade para a mesa do brasileiro.

PROJETO ORDEM E PROGRESSO


Helinton José Rocha, coordenador geral da Câmaras, falou sobre o Projeto Ordem e Progresso, cujo objetivo é definir um plano de desenvolvimento das cadeias de valor. Específico para a cadeia do feijão e pulses, o projeto prevê meios para expandir a produção e o consumo direcionados ao mercado interno e externo. O projeto será apresentado à Casa Civil.

A próxima reunião da Câmara será realizada em julho.

 

 

LEVANTAMENTO DE GRÃOS CONFIRMA PRODUÇÃO ACIMA DE 250 MILHÕES DE TONELADAS NA SAFRA 2019/2020

Apesar do impacto causado pelos problemas climáticos na Região Sul sobre a produtividade de soja e milho, o volume da produção de grãos no país está estimado em 250,9 milhões de toneladas, 3,6% ou 8,8 milhões de t superior ao colhido em 2018/19. Em relação ao levantamento passado (abril/2020), houve uma queda de 0,4%, mas a estimativa de safra recorde para essas duas culturas se mantém. É o que aponta o 8º Levantamento da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As culturas de primeira safra estão com a colheita praticamente encerrada e a conclusão da produção ainda depende do comportamento climático nas culturas de segunda safra, que se encontram em estágio avançado de desenvolvimento. Em relação às culturas de terceira safra e de inverno, o plantio ainda está em andamento. Vale lembrar que os agricultores continuam suas atividades, tomando os cuidados necessários para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Com relação à área plantada, a estimativa é de um crescimento de 3,5%, ou 2,2 milhões de hectares em relação à safra passada, que significa um total de 65,5 milhões de ha.

A produção de soja está estimada em 120,3 milhões de t, um ganho de 4,6% em relação à safra 2018/19. Com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul, foi confirmado o menor rendimento ocasionado pelas condições climáticas desfavoráveis. Com o fim da colheita próximo, a produção do milho primeira safra é de 25,3 milhões de t, 1,5% inferior à safra passada. O milho segunda safra deverá ter uma produção de 75,9 milhões de t, com área total de 13,8 milhões de ha, um crescimento de 7%. Já o milho terceira safra deverá alcançar uma produção de 1,17 milhão de t, com uma área plantada de 511,2 mil ha. Para o milho total, que é o somatório dos três, a produção deverá ser de 102,3 milhões de t com área de 18,5 milhões de ha.

A produção de feijão primeira safra ficará em 1,08 milhão de t, 8,9% superior ao volume produzido no período anterior. O feijão segunda safra deve alcançar uma produção de 1,24 milhão de t. A colheita já está iniciada. Estima-se uma redução de 0,8% na área cultivada. O feijão terceira safra está em fase de plantio. A área está estimada em 589,5 mil hectares, com um crescimento de 1,5% sobre a área da safra anterior. O feijão total apresenta uma produção de 3 milhões de toneladas e uma área de 2,9 milhões de ha. Desse total de produção, 1,9 mil t são de feijão-comum cores, 687,4 mil t de feijão-caupi e 509,5 mil t de feijão-comum preto.

As condições climáticas vêm favorecendo o desenvolvimento do algodão. Esta cultura deverá ter uma produção de 2,88 milhões de toneladas de pluma, 3,6% superior à safra passada. A colheita do arroz está próxima de se encerrar. A produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas, 3,9% superior ao volume produzido na safra passada. Dessas, 9,9 milhões de toneladas em áreas de cultivo irrigado e o restante em áreas de plantio de sequeiro.

Culturas de inverno – Sobre as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), o plantio ainda está no início. Deve ocorrer um crescimento de 2% na área plantada, com destaque para o trigo. O plantio em andamento mostra boas perspectivas, com crescimento de 2,4% na área a ser cultivada, 2,1 milhões de hectares ao todo, e uma produção de 5,4 milhões de toneladas.

Confira aqui os números completos do 8º Levantamento – Safra 2019/20.

Fonte: Conab

SAFRA DE GRÃOS SUPERA PANDEMIA E MANTÉM ALTA PRODUÇÃO COM 251,8 MILHÕES DE TONELADAS

A pandemia de COVID-19 enfrentada pelo mundo não afetou o andamento da safra brasileira. Os agricultores seguem as atividades dentro da normalidade, com adoção dos cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS), além de continuar com os tratos culturais, como adubação e aplicação de defensivos no período recomendado. Com isso, a estimativa brasileira da produção de grãos passou de 251,9 milhões de toneladas para 251,8 milhões de toneladas. A queda total foi de cerca de 100 mil toneladas, mantendo ainda níveis recordes de colheita, como indicado pelo 7º Levantamento da Safra divulgado nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Este volume deve ser registrado em uma área total cultivada de 65,1 milhões de hectares. A soja e o milho são os produtos que impulsionam o bom resultado. A oleaginosa deve apresentar uma produção de 122,1 milhões de toneladas. O maior desempenho já registrado da cultura acontece mesmo com os problemas climáticos ocorridos no Sul do país, sobretudo no Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, o clima favoreceu e, aliado ao crescimento na área de 2,7% em relação à última temporada, a soja segue como um dos principais produtos da safra.

Outro grão de destaque, o milho deve apresentar uma colheita de 101,9 milhões de toneladas. A maior parte deste volume é esperada na segunda safra do cereal, quando se estima uma produção de 75,4 milhões de toneladas. A área tende a crescer em 4,5% comparada com a safra anterior e pode atingir 13,5 milhões de hectares. Vale destacar, ainda, que o plantio do grão encontra-se em estágio avançado. Mato Grosso, principal estado produtor, já finalizou a semeadura do milho, juntamente com Goiás, Tocantins e Maranhão. Paraná, Mato Grosso do Sul e Piauí têm mais de 90% da área semeada.

Além de milho e soja, algodão, arroz, feijão e sorgo devem registrar incremento na produção, o que influencia positivamente no número final da safra brasileira. No caso do arroz, este aumento acompanha uma queda de plantio do grão em área sequeira. Mas este movimento é seguido também de uma maior proporção do cultivo da cultura em áreas irrigadas, que geram maiores produtividades. Aliado a isso, o contínuo investimento do rizicultor em tecnologias permite a manutenção da produção, ajustada ao consumo nacional.

O algodão também deve apresentar a maior produção já registrada na série histórica, com uma colheita estimada em 2,88 milhões de toneladas da pluma do grão, influenciada pelos grandes investimentos no setor e pela expansão de área cultivada, aliada às boas condições climáticas encontradas nas principais regiões produtoras.

Confira os números completos do 7º Levantamento – Safra 2019/20, publicado no Portal da Conab.

 

Fonte: Conab

MAIS UM RECORDE HISTÓRICO MARCA A SAFRA DE GRÃOS COM 251 MILHÕES DE TONELADAS

A produção de grãos no Brasil novamente supera as previsões de boa safra, como mostram os resultados do quinto levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As lavouras de soja e milho, principalmente, impulsionam o volume total de grãos para mais um recorde histórico, com estimativa de 251,1 milhões de toneladas, uma variação de 3,8% sobre a safra passada e ganho de 9,1 milhões de toneladas. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11), em Brasília.

Para área total, espera-se um incremento de 2,5%, alcançando cerca de 64,8 milhões de hectares e acréscimo de 1,6 milhão de ha. O que marca esta previsão são as boas condições climáticas que favorecem a recuperação das lavouras, abatidas na última temporada pela estiagem nos estados de maior produção. As culturas de primeira safra estão respondendo por 45,6 mil hectares, enquanto que as de segunda, terceira e de inverno, por 19,3 mil.

As lavouras de soja, que ocupam uma área 2,6% maior, começam a ser colhidas com uma boa produtividade, mantendo a tendência de crescimento das últimas safras. A produção estimada é de 123,2 milhões de toneladas da oleaginosa, o que também representa um recorde na série histórica, graças à melhoria da distribuição das chuvas que sacrificaram a semeadura no início do plantio de muitos estados. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a colheita já está 25% finalizada, enquanto que em Mato Grosso do Sul e Goiás está no estágio inicial.

A produção do milho de primeira, segunda e terceiras safras devem alcançar algo próximo a 100 milhões de toneladas, com um crescimento de 0,4%. A estimativa de área do milho primeira safra é de 4,25 milhões de hectares, 3,4% maior que o da safra 2018/19. O impulso deve-se às boas cotações do cereal no mercado. No Rio Grande do Sul, apesar do aumento de área, o rendimento deverá ser 1,8% menor, devido à estiagem que atinge a região. Na segunda safra, Mato Grosso já adiantou 20% da semeadura, bem à frente de outros estados. A expectativa é de um bom crescimento de área, graças à rentabilidade produtiva e às boas condições do tempo.

Com relação ao algodão, que aproveita o espaço deixado pela colheita da soja, a expectativa é de um crescimento de 5,3% na área, chegando a cerca de 1,7 milhão de hectares. A produção também bate recorde da série histórica, alcançando 2,82 milhões de toneladas de pluma. Por sua vez, o caroço chega a 4,23 milhões de toneladas, com 1,6% de crescimento frente à safra passada.

O arroz entra na relação de beneficiados pelas condições climáticas, inclusive nas lavouras do Rio Grande do Sul, estado que produz mais de 80% do consumo nacional, com um aumento de 0,6% e produção de 10,51 milhões de toneladas. Por outro lado, o feijão primeira safra perde 0,1% na área, alcançando 921,4 mil hectares, mas ganha 9,4% na produção com a ajuda da produtividade. A produção deve superar 1 milhão de toneladas. A segunda safra, que está em início de cultivo, deve ocupar a mesma área da safra passada de 1,4 milhão de hectares.

Confira aqui o Boletim completo do 5° Levantamento – Safra de Grãos 2019/2020

Fonte: Conab

BELAGRÍCOLA REALIZA EVENTO PARA PRODUTORES RURAIS

Com o tema “Nós Somos o Agro”, a Belagrícola, empresa associada da Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Paraná (ACEPAR), realiza nesta semana a 19º edição do BelaSafra, um evento voltado para os produtores rurais paraenses, cujo objetivo é, além de unir os envolvidos na cadeia produtiva, ser uma vitrine de soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio. O evento será realizado em Cambé, no Paraná, entre os dias 28 e 31 de janeiro de 2020.

O BelaSafra contará com a presença de mais de  40 expositores de áreas diversas, como commodities, insumos, máquinas e instituições de pesquisas. Outro destaque do evento é o “Balcão de Negócios”, uma área exclusiva para operações comerciais em barter, através da antecipação de safra e troca de grãos por insumos e produtos. Sempre atenta à inovação digital, a Belagrícola apresentará dois novos projetos tecnológicos no evento, o Conecta, cujo objetivo é organizar o histórico de compra e venda do produtor rural e facilitar a consulta de movimentações, e o Belatech, ferramenta desenvolvida para a equipe de consultores da Belagrícola, que vai possibilitar, entre outros, o monitoramento de área plantada e registro de ocorrências.

Flavio Andreo, CEO da empresa, afirmou que a Belagrícola oferece suporte para o produtor crescer em todas as áreas do agronegócio, sem exceção. E que todos os benefícios dessa parceria são potencializados no BelaSafra. “Estamos com os nossos clientes desde a escolha do grão até a comercialização da safra. E quanto mais serviços contratados com a Bela, mais benefícios e vantagens eles ganham”, pontuou.

O evento é gratuito, para se inscrever,  clique aqui.

18º edição do Belasafra, em 2019. Foto: Belagrícola/Divulgação

 

Em 2019, mais de 6 mil pessoas prestigiaram o evento. Foto: Belagrícola/Divulgação

 

RS: ESTIAGEM PROVOCA QUEBRA NA SAFRA DE GRÃOS

Foto: Francisco Aragão/Flickr

A mais severa estiagem em oito anos no Rio Grande do Sul tem causado grandes prejuízos aos produtores rurais do estado. Desde 2012 não se via um seca tão forte, e algumas regiões gaúchas chegaram a ficar mais de 40 dias sem chuva.

No início da safra 2019/2020, a expectativa para o Rio Grande do Sul era de colheita recorde na safra de soja, e que a produção dos principais grãos de verão fosse 5% maior que a safra anterior. Mas o longo período sem chuvas e o calor excessivo já mudaram essa projeção, e todas as lavouras de grãos do estado devem registrar perdas.

MILHO


A cultura do milho é a mais afetada. De acordo com o Presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (ACERGS), Vicente Barbiero, produtor de grãos no estado, a situação é muito crítica, e as perdas estimadas para o milho, após levantamento com associados, devem ultrapassar 30%. Segundo Barbiero,

“a estimativa era que o Rio Grande do Sul colhesse cerca de seis milhões de toneladas, e a previsão agora não chega a cinco milhões. A quebra de safra pode chegar a 1,2 milhão de tonelada”.

 

Lavoura de milho seca no RS. Foto: ACERGS

SOJA


Segundo Barbiero, as perdas na safra gaúcha de soja devem chegar a 10%. Inicialmente estimada em 19,7 milhões de toneladas, o presidente da ACERGS disse que já se fala em colheita de 17 milhões de toneladas da oleaginosa no estado. Mas a preocupação maior é daqui pra frente. “Agora é o período mais essencial de chuvas para a soja, e a previsão é de pouca chuva no estado no mês de janeiro”, afirmou.

Soja precoce sendo colhida devido à seca no RS. Foto: ACERGS

CHUVAS INSUFICIENTES


De acordo com o Relatório Oficial Nº 01/2020 sobre estiagem da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural divulgado nesta quinta-feira (16), as recentes chuvas ocorridas no estado não foram suficientes para reverter as perdas causadas pelo longo período de seca, e o desenvolvimento da cultura de milho continua em risco. O mesmo ocorre com as lavouras soja, que, devido à falta de chuvas, tem plantas com estatura mais baixa que o normal para o período.

Mais de 40 municípios do Rio Grande do Sul decretaram situação de emergência devido à seca. Além dos problemas nas lavouras, o setor leiteiro também foi fortemente afetado. De acordo com Vicente Barbiero, associações do setor afirmam que houve redução de cerca de 10% na produção diária de leite no estado.